Baby blues e depressão pós-parto

Baby blues e depressão pós-parto
Psicóloga Renata Duailibi, do Núcleo Bem Nascer, explica a diferença e abre debate acerca da importância de se falar sobre o assunto.
Um dos males mais comuns que acometem as pessoas na atualidade, a depressão está sendo vista por especialistas como a doença mais incapacitante do mundo até 2020. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 300 milhões de pessoas sofrem do transtorno ao redor da terra. Com sintomas parecidos, a depressão pós parto costuma acometer mães que já tinham antecedentes: seja manifestação de doença mental, trauma vivido antes ou no decorrer da gravidez e até mesmo a falta de estrutura emocional para lidar com alguma dificuldade na gestação.
De acordo com Renata Duailibi, psicóloga especialista no assunto, o ideal é que haja um acompanhamento psicológico desde o princípio da gestação. Esse período acarreta em mudanças muito radicais para as mulheres, do ponto de vista físico – alterações hormonais, as mudanças do corpo – ao ponto de vista prático – as mudanças da rotina e a chegada do novo membro à família faz com que a vida da mulher se transforme completamente.
O período do puerpério é onde mais se acentuam essas mudanças e é, portanto, o mais suscetível aos sintomas de uma possível depressão. Paralelo a isso, as mudanças hormonais consequentes do pós-parto podem trazer consigo o também chamado baby blues.
O Baby Blues pode ser um alerta para a depressão pós parto. Trata-se de um período de tristeza e sensibilidade que ocorre com 80% das novas mamães. A paciente também deve se sentir livre para fazer perguntas sobre os seus sintomas para o especialista. É importante entender que não há nada de errado com você, o Baby Blues é algo completamente normal e passageiro. Sintomas mais graves e constantes devem ser um alerta e requerem tratamento.
É possível evitar o Baby Blues? E a depressão pós parto?
O baby blues é um mal que sofre influência das alterações hormonais, no entanto é possível perceber em algumas pacientes a propensão de se desenvolve-lo e, com isso trabalhar numa possibilidade de prevenção e mesmo que a mãe não tenha ainda sofrido de doenças parecidas ou se passou por uma situação estressante, que possa desencadear o problema é aconselhável que haja o acompanhamento de um especialista.