Luisa (Lilian e Eduardo)

Relato do parto da Luisa

 
Fiquei grávida da Luisa em abril de 2016 e a data prevista para o parto era dia 22 de janeiro de 2017.
Estava tudo correndo bem na gravidez, apesar da azia no início e no final. A partir do oitavo mês, comecei a ficar um pouco inchada, mas nada que atrapalhasse a minha rotina diária.
Durante a gravidez, eu tive que pensar e definir em qual hospital eu gostaria de ganhar a Luisa e como eu queria que fosse o parto.
Desde o principio eu queria fazer parto normal, razão pela qual fui em busca de um profissional que tivesse o parto normal como filosofia de trabalho e que não colocaria um obstáculo no final da gestação, me encaminhando para uma cesárea. Eu queria ter a certeza que, se eu tivesse que fazer cessaria, era porque realmente não poderia ser de outra forma.
Por essa razão decidi procurar a Dra. Avelina que, após indicações de amigos e realização de pesquisa, percebi que a forma de trabalho realizada por ela ia ao encontro do que eu procurava.
Em relação ao hospital, havia optado pela Materdei, até que, no final de 2016, fomos informados que o plano de saúde da Vallourec (empresa o Dudu trabalha) iria ser alterado para Unimed a partir de janeiro de 2017, logo no mês do nascimento da Luisa. Como o meu plano de saúde – Usisaúde – e a Unimed não atendiam o Materdei, fomos obrigados a pensar em um plano B.
Em uma das minhas consultas com a Dra. Avelina, perguntei se ela fazia parto no hospital Vila da Serra e ela me informou que fazia, mas que preferia fazer no hospital da Unimed ou na Maternidade Santa Fé, pois nesses hospitais ela conhecia a equipe, tinha total abertura e conseguia fazer o parto humanizado da forma como ela gosta e que no Vila da Serra ela não teria essa facilidade.
Ocorre que eu sempre tive a impressão de que o hospital da Unimed e a Maternidade Santa Fé tinham uma linha de parto natural que eu nunca fui adepta.
A Maternidade Santa Fé eu descartei de imediato. Era longe da nossa casa, antiga e me passava a ideia que no momento do parto iriam ficar evitando o uso de anestesia e me induzindo a ter aqueles partos naturais, com dor, dentro da banheira, coisa que nunca quis.
Falei com o Dudu mais de uma vez que quando eu pedisse anestesia, que era para me darem anestesia. Pedi para ela não deixar os médicos ficarem me enrolando na hora do parto para me dar anestesia, dizendo: espera mais um pouco, está quase lá.
Trabalhei normalmente durante toda a gestação e, no dia 03 de janeiro de 2017, tinha uma consulta pré natal agendada com a Dra Avelina.
Sai da Usiminas um pouco mais cedo, por volta de 17h, para chegar a tempo na consulta. Quando cheguei na recepção do consultório da Dra Avelina, senti um líquido saindo da minha vagina.
Achei aquilo estranho – nunca havia acontecido antes – deixei a minha identidade e carteirinha do plano com a Cinthia, secretaria do Consultório, e fui ao banheiro verificar o que era.
Constatei que minha calcinha estava bem molhada, então resolvi cheirá-la para tentar identificar o que era aquele líquido. Ao cheirá-la não senti cheiro de nada, nem de urina, nem de água sanitária/esperma, como dizem ser o cheiro do liquido amniótico.
De toda forma, como eu já estava no consultório da Dra Avelina para minha consulta pré natal, fiquei tranquila, pois ela poderia verificar o que era.
Ao entrar na consulta relatei o ocorrido e a Dra Avelina solicitou que eu deitasse na maca para verificarmos o que poderia ser.
Deitada na maca, a Dra. Avelina passou a me examinar e solicitou para que eu tossisse algumas vezes. Ela fez o toque, eu tossi e não saiu mais líquido. Então a Dra. Avelina me disse que aquilo poderia ser um corrimento que se liquefez e que, como ao tossir não saiu mais líquido, não parecia ser algo mais preocupante.
Sendo assim, fizemos os demais procedimentos da consulta pre natal e a Dra Avelina pediu para que eu agendasse outro ultrassom e nova consulta para o dia 15/16 de janeiro.
Fui para casa e, ao descer do carro e me movimentar, o liquido saiu novamente. E assim foi acontecendo no decorrer da noite. Como eu já tinha ido à consulta e o exame de toque tinha sido um pouco doloroso, pensei que por isso poderia estar saindo esse liquido novamente.
Resolvi tomar um banho e dormir, na esperança de que no dia seguinte estivesse tudo ok.
Todavia, no dia seguinte, 04 de janeiro de 2017, ao levantar da cama, saiu mais um pouco de liquido e assim permanecia, saindo um pouco de liquido a cada movimento que eu fazia.
Nesse momento comecei a ficar mais preocupada e comentei com o Dudu, meu marido, que aquilo não estava normal e concordamos que deveríamos falar com a Dra Avelina.
Enquanto me arrumava para ir ao trabalho, mandei uma mensagem para a Dra Avelina, dizendo que o líquido estava saindo em todo movimento que fazia.
No caminho para o trabalho vejo que a Dra. Avelina respondeu dizendo que se o problema persistia eu teria que ser reavaliada. Ela me pediu para eu ir à Maternidade Santa Fé procurar o Dr. Sandro, médico da equipe dela, pois ela estava em um compromisso e ele poderia me avaliar.
Vi a mensagem e confesso que fiquei com preguiça de ir até lá. Estava quase chegando na Usiminas, tinha várias coisas para fazer, nunca tinha consultado com o Dr. Sandro, a Maternidade Santa Fé era longe de onde estava e eu não simpatizava muito com ela.
Cheguei na Usiminas e comecei a trabalhar. Comentei com algumas colegas de trabalho o que estava acontecendo e que eu estava com preguiça de ir até a Maternidade Santa Fé. Elas me aconselharam a ir para verificar o que estava ocorrendo.
Caminhei um pouco pelo jurídico para verificar se o liquido estava saindo e, sim, sempre que eu movimentava saia uma pouco. Sentia que aquilo não era normal e que estava sendo irresponsável por estar com preguiça de ir à consulta e, então, resolvi ir.
Por volta de 10h, avisei na Usiminas o que estava acontecendo, informei que iria à consulta e que voltaria em breve.
Cheguei na Maternidade Santa Fé e fiquei na porta do consultório do Dr. Sandro esperando para ser atendida. Não demorou muito e ele me chamou. Muito sorridente e atencioso, começamos a conversar e ele me falou que aquele liquido poderia ser xixi, que era muito comum ao final da gravidez, sair um pouco de xixi involuntariamente, pois a bexiga já está bem apertada. Em seguida ele pediu para fazer o exame.
Ele fez o toque e pediu para que eu tossisse. Tossi uma, duas, três vezes e ele constatou: é, você está com bolsa rota!
Assustada, eu perguntei: e o que isso significa? Ele respondeu: significa que sua bolsa furou e que seu bebê tem que nascer! Temos que começar a indução do seu parto imediatamente.
Me lembro que nessa hora eu falei: não Dr., não estou preparada para isso ainda!
Em seguida ele ligou para a Dra Avelina e informou o que ele havia acabado de concluir. A Dra. Avelina pediu para falar comigo e me questionou se eu iria fazer o parto lá. Imediatamente eu falei que tinha planejado fazer o parto na Maternidade Vila da Serra, momento em que Dra. Avelina ponderou que lá iria ser mais difícil para ela, uma vez que ela não tem equipe na Vila da Serra e que, além disso, se eu fizesse o parto na Santa Fé, o Dr. Sandro já iria me internar e colocar o primeiro medicamento de indução ao parto.
Nesse momento pensei: estou com minha bolsa furada desde ontem, estou em um hospital que minha médica gosta de trabalhar, será que é hora de complicar as coisas e ir para um outro hospital que minha medica não tem tanta abertura? Será que o fato de eu ter ido para uma consulta de emergência naquele hospital não seria um sinal de que eu deveria fazer o parto lá?
Então decidi que iria fazer o meu parto ali mesmo, na Maternidade Santa Fé, justamente a única maternidade que eu sempre falei que não queria fazer o parto.
Iniciei os procedimentos para internação e o Dudu chegou emocionado e agitado. Ficou lá pouco tempo e foi buscar minha mãe para ajuda-lo a buscar minha mala e a bolsa maternidade com as coisas da Luisa.
Acabei os procedimentos e fui para o quarto (suíte PPP) por volta de 12;30 min. Por volta de 13:30 min o Dr. Sandro chegou e inseriu o primeiro medicamento para provocar a dilatação, monitorou minhas contrações e verificou os batimentos cardíacos da Luisa. O Dr. Sandro explicou que após colocar o medicamento, eu teria que ficar 1 hora deitada, em repouso e, depois, deveria me movimentar, andar, agachar etc, com o objetivo de estimular as contrações e a dilatação.
Após meu repouso de 1 hora o Eduardo, meu sogro, chegou no quarto trazendo um lindo bouquet de rosas amarelas que o Dudu mandou para mim. Trouxe, também, um lanche, pois até aquele momento eu não havia comido absolutamente nada, além do café da manhã em casa, antes de ir para o trabalho.
Em seguida, o Dudu e minha mãe chegaram com as minhas coisas e da Luisa. Ficamos conversando assuntos aleatórios e tudo estava muito tranquilo. Eu quase não sentia nada, ficava andando pelo quarto e agachando, conforme orientação médica.
Um pouco depois chegou a Ione e a Lud e, mais tarde, a Cristiane e a Fernanda. A Flávia ligava o tempo todo, pois não conseguiu ir porque estava difícil para andar.
Ficamos conversando, rindo, e eu andando, agachando, fazendo movimentos, conforme orientação medica, para estimular as contrações.
Durante a tarde, Eduardo, meu sogro, foi embora, depois Lud e Ione também foram, depois a mamãe.
Por volta de 21h as contrações começaram a incomodar. Cristiane e Fernanda foram embora e ficamos somente eu e Dudu.
Nessa hora a Dra Avelina chegou, nos tranquilizou dizendo que somente sairia do hospital depois do nascimento da Luisa! Foi tão bom escutar isso!
A Dra Avelina recomendou que eu retardasse o quanto fosse possível para tomar anestesia, visto que ela retarda a dilação. Então decidi que iria ficar sem anestesia até meu limite.
Anotávamos todas as contrações, o horário de inicio de termino de cada uma delas.
E cada contração ia ficando lentamente mais forte. Quando a contração vinha, eu parava e esperava ela passar. Dudu estava o tempo todo comigo, ao meu lado. Depois, as contrações começaram a doer mais, então eu escorava na cama quando elas vinham.
De tempos em tempos, a Dra. Avelina vinha ao quarto para verificar se estava tudo bem. Ela não podia fazer o exame de toque a todo momento, pois como a minha bolsa estava furada, poderia haver infecção.
Quando as contrações apertaram bastante, a Dra. Avelina me falou para sentar na bola (igual uma bola de fazer abdominal na academia) dentro do chuveiro e ligar o chuveirinho. Falou para eu ficar com o chuveirinho na barriga enquanto o Dudu ficasse fazendo compressa de água quente nas minhas costas.
No início Dra Avelina fez as compressas e colocou em mim, ensinou para o Dudu e saiu do quarto.
Nesse momento, eu já estava com muita, muita dor. Eu ficava sentada na bola, com chuveirinho quente na minha barriga e o Dudu ficou comigo, fazendo compressa de água quente com uma toalha nas minhas costas. A compressa esfriava, ele a esquentava no chuveirinho e colocava novamente. Assim aconteceu durante um bom tempo.
Para me acalmar, o Dudu começou a colocar musicas relaxantes, como canto de pássaros, barulho de água etc.
Em um determinado momento ele colocou Thousand Years, a música do nosso noivado e que eu entrei no nosso casamento.
Nesse momento, chorei muito e o Dudu também, ficamos muito emocionados.
Depois, a Dra. Avelina voltou e eu falei com ela que estava difícil, doendo muito. Então ela me aconselhou ir para a banheira. Ela ligou a banheira com água quente e, quando estava cheia, eu fui para a banheira. Nesse momento, a Dra. Avelina saiu novamente do quarto.
O Dudu colocou musicas relaxantes novamente e eu fiquei lá por um tempo, sentindo muita dor das contrações, que vinham em espaço curto de tempo.
Chegou um momento que eu não estava aguentando mais de tanta dor e eu perguntei ao Dudu que horas eram: 10 para às 5 da manhã. Nossa! Como aguentei tanto tempo! Foi o que pensei quando o Dudu me informou as horas.
Pedi ao Dudu para chamar a Dra. Avelina e falar que eu queria anestesia.
Dra Avelina entrou, eu pedi anestesia e ela falou que iria chamar o anestesista. Enquanto isso fui saindo da banheira e me enxugando para que eu pudesse ir para o Bloco Cirúrgico.
Dra Avelina voltou para me buscar e perguntou se eu queria ir de cadeiras de rodas. Eu disse que iria andando. O Dudu foi comigo até a porta do Bloco.
A caminhada do quarto ao Bloco durou uma eternidade. Tive dolorosas , muito dolorosas contrações até chegar ao bloco.
Quando cheguei, o Dudu não pôde entrar e me colocaram na maca. Fiquei lá por um tempo curto esperando o anestesista chegar. Nesse curto espaço de tempo tive contrações muito doloridas e, nesse momento, pensei muito na minha filha, pensei que ela poderia estar sofrendo dentro da minha barriga com o trabalho de parto e, nesse momento, comecei a ficar um pouco desesperada, com muita vontade de chorar.
Lembro que quando o anestesista chegou e pediu para que eu ficasse parada para tomar a anestesia, tive uma contração fortíssima e pensei que nunca iria conseguir ficar quieta e tomar aquela anestesia.
Ocorre que, logo depois dessa contração, consegui tomar a anestesia e parece que fui ao paraíso. Nossa, como foi bom parar de sentir dor. Estava exausta, tinha passado a noite em claro, tendo contrações muito doloridas.
Após tomar a anestesia, Dra Avelina falou que iria me deixar lá no bloco sozinha, descansando por 40 minutos. Ela apagou as luzes e colocou uma musica relaxante para mim. Consegui cochilar e foi muito bom esses 40 minutos.
Passado esse tempo, a Dra Avelina voltou, fez o exame de toque: estava com 8 cm. Nesse momento ela falou que iria me levar para o quarto e que me deixaria lá por mais 20 minutos e que depois iria me buscar para caminharmos.
Cheguei ao quarto, muitos pássaros cantavam lindamente. Lembro que perguntei ao Dudu: você colocou essa música? E ele me respondeu que não, o som era real, eram pássaros cantando para a Luisa chegar!
Já era quase 07 horas da manhã e eu logo comecei a sentir uma pressão na vagina. Comentei com o Dudu e ele me perguntou se eu queria que chamasse a Dra Avelina. Eu falei que ela iria voltar em 20 minutos, então poderia esperar.
Quando Dra Avelina voltou para me buscar para caminharmos, eu comentei a pressão que estava sentindo e ela foi me examinar e falou: é a cabecinha dela, já vamos iniciar a expulsão.
Nesse momento eu falei com o Dudu: avisa para a mamãe e para as meninas que vai nascer. Ele mandou uma mensagem e nesse exato momento mamãe entrou no quarto.
Perguntamos para a Dra Avelina se ela podia ficar no quarto assistindo o parto e ela falou que sim. Fiquei muito feliz da mamãe presenciar esse momento tão único.
Dei a minha máquina fotográfica para a mamãe e pedi que ela tirasse foto do nascimento.
Como eu tinha colocado no plano de parto que eu queria ter o parto na cama, a Dra Avelina me perguntou se eu não queria experimentar o parto no banquinho, pois por causa da gravidade, nele o parto é mais fácil. Eu topei.
Aí a Dra. Avelina, junto com a média ajudante, Dra Alessandra, forraram o chão com um lençol grosso, colocaram o banquinho em frente a poltrona do quarto e eu sentei. Dudu sentou na poltrona bem atrás de mim e ficou me abraçando.
Dra Avelina pediu para colocarem a música do parto. Quando colocaram a música...que emoção! Me emocionei e quis chorar, mas segurei, pois precisava fazer força. Mas, foi inevitável a emoção! A musica que colocaram foi Nascer! Nunca mais esquecerei a emoção que essa musica me fez sentir.
Como estava com anestesia, eu não sentia contração, então a Dra. Alessandra monitorava as minhas contrações e me avisava quando eu as estava tendo para que eu pudesse fazer força. E assim foi acontecendo. Lembro que por um momento senti minha pressão baixa, sede e fome. Tive que parar no meio do movimento de expulsão para tomar água e comer algumas castanhas.
Quando me recuperei, começamos novamente o movimento de expulsão. O período de expulsão foi rápido, deve ter durado cerca de 15 minutos.
De repente, eu faço força mais uma vez e....nasce Luisa!!!!
Nunca mais vou esquecer esse momento! Eu pegando minha filha assim que ela nasceu, imediatamente. Ela deu um pequeno chorinho, tipo um gritinho, antes de chegar ao meu colo e, quando eu a peguei, ela estava com o olhinho aberto, olhando para cima, na minha direção, com a testinha toda franzida para cima, super atenta, parecendo querer entender o que estava acontecendo! Foi lindo, maravilhoso, emocionante! Logo depois ela fez um cocozinho e eu a coloquei no meu peito e ela fez o movimento de sucção.
Quando o umbigo parou de pulsar, o Dudu o cortou.
 
Mamãe acompanhou tudo e tirou fotos. O momento do nascimento da Luisa foi tão emocionante que todas as fotos em que a Luisa está saindo de mim ficaram tremidas! Vovó não segurou a emoção.
Dudu me surpreendeu durante o parto. Foi super companheiro, carinhoso, atencioso, solidário, fez o papel de marido e de doula. Me ajudou em tudo, fazia de tudo para aliviar minhas dores, para me distrair, para me motivar. Ficou do meu lado o tempo todo, do início ao fim, sem pestanejar. Isso foi muito importante para mim e deixou meu parto mais emocionante.
Dra Avelina foi uma médica exemplar! Chegou no hospital no início da noite e falou que só sairia de lá depois que a Luisa nascesse. Isso nos deu uma tranquilidade muito grande.
E de fato ela ficou a noite inteira em claro conosco, no quarto ao lado para nos dar privacidade, mas indo em nosso quarto de tempos em tempos para monitorar e ajudar.
Dra Avelina foi muito humana, carinhosa e profissional. Fazia massagem nos momentos em que sentia fortes contrações e respeitou, todo o tempo, minhas limitações e a minha vontade.
No momento em que eu pedi anestesia ela providenciou imediatamente e trabalhou para que meu parto fosse o melhor possível.
Pode parecer bobagem, mas no momento do parto, a médica se preocupar em colocar uma música para você faz toda a diferença e marca o momento para sempre.
O que tirei de lição do meu parto foi que, por mais que queiramos planejar o parto que queremos, a forma e lugar que queremos realizá-lo, a verdade é que isso não está sob o nosso controle. Podem acontecer coisas não previstas que não estavam nos planos, como aconteceu comigo.
Outra lição que tirei é a de que não podemos ter preconceito e se recusar a conhecer novas opções. Tinha um preconceito com a Maternidade Santa Fé sem ao menos conhece-la e, ao realizar meu parto lá, me surpreendi positivamente. Fui muito bem atendida por todos e tive toda a estrutura necessária para a realização de um parto seguro e humano.
Além disso, aprendi que quando nosso médico informar que tem preferência por trabalhar  neste ou naquele hospital, é porque faz toda a diferença fazer o parto nesses hospitais, pois neles o médico consegue trabalhar com a liberdade e ajuda necessária para realizar o melhor parto possível.
E o melhor de tudo é: foi muito diferente do que planejei e foi muito melhor do que poderia planejar e imaginar. Foi lindo, foi mágico, foi emocionante, foi muito melhor do que eu pensava que seria.
E, ter sido em um hospital que minha médica tinha abertura e trabalhava com toda a sua equipe fez toda a diferença. Se eu tivesse ido para o Hospital Vila da Serra, como eu havia planejado, o parto não teria sido tão humano, tão emocionante e tão personalizado como foi.
 
Enfim, foi o dia mais emocionante e importante da minha vida, de forma  linda e emocionante que poderia ser!
A única coisa que me arrependo e me corta o coração, mas que não foi proposital, foi eu não ter olhado para baixo no momento exato em que a Luisa saiu do meu corpo. Queria muito ter tido essa visão, mas naquele momento, como estava concentrada em fazer força para ela sair, acabei perdendo esse momento mágico.