Relatos de parto emocionaram participantes do Curso de Preparação para o Parto Humanizado

10/03/2016 h
Curso do Núcleo lota o auditório da Associação Médica.

Dois relatos de parto emocionaram os participantes do “Curso de Preparação para o Parto Humanizado”, promovido mensalmente pelo Núcleo Bem Nascer na Associação Médica de Minas Gerais e realizado na última quarta feira, dia 9 de março: de Mariana Barcelos Almeida e Daniela Braz, clientes da obstetra Avelina Sanches. Os dois partos derrubaram mitos para a realização de cesáreas, Davi estava pélvico e com indicação de cesariana por uma obstetra; virou às vésperas do parto, e Manuela tinha três circulares de cordão, o que não impossibilitou o parto natural.

O encontro teve início com uma roda de conversa com as doulas Vanessa Aveline e Rosana Cupertino, que  falaram sobre a atuação da doula no trabalho de parto.  Em seguida, a pediatra Soraia Nogueira abordou os cuidados neonatais e a obstetra Avelina Sanches falou sobre os cuidados no pré-natal. 

Vínculo mãe/filha

Mariana chegou ao auditório com a mãe, Maria Tereza, e o filho Davi, que ficou durante toda a  palestra tranquilo em seu carrinho. Era possível perceber o vínculo profundo entre mãe e filho e com  o bebê. Mariana foi a primeira a falar. Contou que Davi estava pélvico e que fez várias atividades para ele virar, praticou as posições indicadas pela fisioterapeuta Sabrina Baracho e frequentou o Núcleo de Terapias Integrativas e Complementares do Hospital Sofia Feldman. “Não queria cesariana. Davi virou”.

“Às duas e meia da manhã fui para a Maternidade Santa Fé. A dor era nada insuportável! Estava preparada, dava para andar. Davi nasceu às 5h05. Foi muito emocionante! Muito bom! E muito rápido!” Segundo seu relato, ficou na banheira de 3h às 5h. “Eu peguei o meu filho. Fiz o parto, eu e minha mãe. Fiquei muito feliz. Amamentei.Não conseguia dormir. Ria muito.”

Para Mariana, alguém mais contribuiu para a harmonia do parto, a pediatra Gláucia Galvão, que levou músicas para o quarto. Ela chegou a conclusão que “é possível, mesmo sem analgesia; a água relaxa, a força do pensamento, a música. A banheira me ajudou muito”. E, com certeza, a presença da sua “doula/mãe”, Maria Tereza, que também fez um relato do parto.

Boa parideira

Maria Tereza Abreu é psicóloga e mora em Sete Lagoas Lagoas, onde atuou no homônimo ‘Projeto Bem Nascer’ da sua cidade. “Tive 3 filhos de parto normal. Sou a primeira de 10 filhos nascidos de parto normal. E minha avó teve 11 filhos de parto normal. Minha família é conhecida como ‘boa parideira’, brincou.

“Foi uma sorte ter encontrado o Grupo Bem Nascer. Ficamos sabendo que existe  obstetras que acreditam na natureza a nosso favor. Cortar o cordão umbilical do meu neto é uma emoção que não dá para descrever”, relatou.  Sugeriu aos casais presentes: “Leve uma mãe, uma tia, uma amiga, precisa existir um vínculo, nada melhor que o afeto, o amor para ajudar a receber o bebê”.

Na última hora

Daniela Braz chegou para Dra. Avelina com 39 semanas, grávida da Manuela, deixando para trás a sua obstetra, que havia pedido que fosse com as malas para a maternidade, para a realização de uma cesariana.  Declarou no seu relato: “foi a melhor coisa que fiz”. O marido, Gabriel, acompanhou o parto de perto, “fez até uma tabela no Excel para controlar as contrações”.

“O parto foi tranquilo, Avelina colocou o nenê nos meus braços, esperou parar de pulsar o cordão e o Gabriel o cortou.  Ele ficou o tempo todo comigo.Saí do quarto super bem, andando,  tomei banho sozinha. Foi tudo o que tinha pensado. Não corri risco e me senti super segura. Foi uma experiência ótima!” . Avelina acrescentou: “o bebê estava com três circulares de cordão, mas elas estavam frouxas e o batimento do bebê permaneceu normal o tempo todo”.

Primeira Viagem

Josan Rocha e Juliana Raposo, clientes da Dra. Avelina Sanches, estão esperando o José Marcos e conversaram com a Comunicação no intervalo do lanche. “Somos pais de primeira viagem, estou tirando muitas dúvidas no Curso. O ambiente nos deixa super à vontade”, comentou Juliana. Moravam no Pará e lá, segundo eles, há uma incidência grande de cesáreas. Retornando a Belo Horizonte, perceberam que aqui a realidade podia ser diferente, havia opções para o parto humanizado.  “A minha dúvida é: como ajudar a Juliana na hora do parto,  o curso está sendo bastante esclarecedor”,  completou Josan

Informação e tranquilidade

O “Dr. Google” ajudou Paulo Bueno a encontrar uma boa assistência e a localizar o Núcleo Bem Nascer. “Eu não tinha informação de nada, quando tive uma folga fui procurar na Internet e encontrei o Núcleo”.  A mulher, Daphine Bueno, cliente do Dr. Renato Janone, acaricia André no ventre, com 22 semanas. “Sonho um parto humanizado, natural”. Paulo não se preocupa, “estou me preparando, pretendo fazer um intensivão em fontes confiáveis na Internet. A informação traz tranquilidade”.

Aguarde

Durante o Curso, na quarta, a nutricionista Hubner deu uma “canja” e dicas sobre alimentação durante a amamentação: “deve-se evitar alimentes picantes, a ingestão de leite, de condimentos, gorduras trans e o  excessivo consumo de açúcar, pois fermenta e leva à fratulência”. A próxima edição do “Curso de Preparação para o Parto Humanizado” será dia  13 de abril, às 8h30, com as palestras: “Plano de Parto”, com Dr. Sandro Ribeiro e “Nutrição na Gravidez”, com a nutricionista Gláucia Hubner.